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Muitos pregadores estão vivendo conforme a igreja de Sardes: tem nome de que vive, mas está morto (Ap 3.1). Está morto por ter deixado de pregar o Evangelho e ter adotado um discurso religioso humanista, sem o poder da cruz. Quando o pregador deixa de ser uma arauto:

  1. DEIXA DE PREGAR NA CENTRALIDADE DO EVANGELHO. A pregação tem alguns elementos principais que dizem respeito à centralidade do Evangelho: 1. Vida totalmente Santa de Cristo, o verbo encarnado; 2. Morte substitutiva do Senhor; 3. Esperança na ressurreição; 4. Necessidade de arrependimento através da graça e fé justificadora em Cristo e consequente vida santa;
  2. DEIXA DE PREGAR ESCATOLOGICAMENTE. Anunciar o juízo divino, com consequências de absolvição ou condenação eterna é uma ordem precípua no púlpito. O pregador deve tratar do reino de Deus em suas dimensões do “já” e “ainda não”, com firmeza e mansidão. Pregadores que abandonam a pregação escatológica estão mais preocupados em fazer as pessoas se sentirem bem consigo mesmas do que com a glória divina, que foi a missão da criação e redenção;
  3. DEIXA DE SER APOLOGÉTICO. A defesa da fé sempre fez parte da história bíblica e igreja. No contexto neotestamentário, a doutrina da ressurreição foi amplamente defendida;
  4. PREGA DE MODO RELEVANTE, MAS SEM BASES DOUTRINÁRIAS. O certo seria pregar doutrinariamente e aplicar as doutrinas no contexto diário dos ouvintes. A teologia liberal tem seus reflexos na América Latina evangélica com os seguintes termos: “a doutrina divide, então pregue somente a prática”. Mas que tipo de prática pregaremos, sem bases sólidas?
  5. NÃO CONFRONTAM A IDOLATRIA E OS FALSOS DEUSES. Quando os pregadores não tratam do principal problema humano, o coração, somente os comportamentos politicamente corretos são tratados, e consequentemente, não há transformação;
  6. UMA PREGAÇÃO INCLUSIVA. A pregação do Novo Testamento (Atos) nos leva aos gentios, mas a mensagem à eles é de arrependimento! Um pregador inclusivo insere no corpo de Cristo por conta própria, pessoas que não demonstram novo nascimento (Jo 3). Tais pregadores são movidos por situações familiares, que trazem dor, e transformam o seu ministério numa luta de ideologias de gênero. Tais pregadores abandonaram a pregação do Evangelho há muito tempo;
  7. ESSE TIPO DE PREGADOR PRECISA DE DISCIPLINA NA IGREJA LOCAL E ARREPENDIMENTO. Deixar de ser um arauto é motivo suficiente para o pregador largar o púlpito e fazer outra coisa na vida. A igreja do Senhor não pode tolerar esse tipo de pregador, que, com seus discursos humanitários, a cada dia se afasta da mensagem da cruz e do poder do Evangelho. É um câncer!

 

Por fim, a nossa labuta gira em torno do que diz Paulo (1 Timóteo 4:16 ARC): Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina, persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem.