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Existem dois tipos de estruturas sermonarias, a dedutiva e a indutiva. O Adrien Bausells (BAUSELLS, Adrien. A jornada da pregação), nos ajuda com mais clareza nas definições: “No sermão dedutivo (sermão tradicional), com herança na modernidade, os pontos argumentativos são usados para provar a tese apresentada no tema (ou ideia central ou proposição).

No Sermão indutivo (nova homilética), com herança na pós-modernidade, o pregador não convence os ouvintes com pontos de argumentação para provar a tese, mas convida os ouvintes a enfrentarem uma jornada, onde essa tese é descoberta pelo próprio ouvinte, que aplica à sua vida”.

O cuidado que temos que ter são com algumas escolas da nova homilética (indutivo) que seguem as novas hermenêuticas, que no frigir dos ovos, induzem os ouvintes à leituras ideológicas das Escrituras, pois o ouvinte passa a ter uma força maior de interpretação. É claro que o princípio da reforma contempla isso em parte (acesso à todos), pois parte do pressuposto do sacerdócio universal do corpo de Cristo, mas não despreza a busca da intenção do autor do texto, uma tradição que nos leva à leitura com autoridade, inspiração, inerrância e suficiência das Escrituras.

Seria melhor que o princípio indutivo fosse usado num contexto hermenêutico da intenção do autor, que é a proposta do Adrien Bausells, e não em estruturas com influências de novas formas de interpretar as Escrituras.